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Uma Emocionante Expedição Amazônica

por
em terça-feira, abril 9, 2019

Foto: Ruy C. Tone.

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Acabamos de voltar de uma experiência incrível pela Amazônia, e viemos aqui contar um pouquinho mais de como foi essa viagem tão especial.

Fazer uma expedição de barco pela Amazônia é a forma mais autêntica de interagir com a região, que possui uma das maiores belezas naturais do país. Navegar por lá te permite se desconectar do mundo (no sentido literal mesmo, já que não há sinal de telefone ou internet) e se conectar com o momento, com toda a natureza ao redor e com as pessoas ali presentes.

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Foto: Andrea Angelo

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Embarcamos na cidade de Novo Airão, localizada à 2h30 de carro de Manaus, e foi aí que a aventura começou. Navegando pelo Rio Negro, seguimos em direção ao Parque Nacional do Jaú que, juntamente com o arquipélago de Anavilhanas, foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade.

A base da nossa exploração foi o barco Jacaré Açu, que possui uma infraestrutura incrível de 8 cabines (4 com camas de casal e 4 com beliches), sala de refeições, sala de estar (onde são feitas as palestras) e um solarium, de podemos observar toda aquela floresta à perder de vista.

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Nosso barco, o Jacaré Açu.

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Todos os anos, com o degelo nos Andes e a estação das chuvas, o nível do rio sobe vários metros, proporcionando paisagens bem diferentes daquelas encontradas no período da seca. Embarcando no mês de março, conseguimos aproveitar este período da cheia dos rios – que começa em meados de fevereiro e vai até julho. O rio já havia subido 9m e, com tanta água por todos os lados, pudemos navegar por pontos que, durante a seca, o barco normalmente não alcançaria. A paisagem ficou ainda mais impressionante, e as águas do Rio Negro refletem toda aquela beleza perfeitamente, como um espelho!

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Paisagens deslumbrantes da cheia!

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Ainda no Parque Nacional de Anavilhanas, seguimos navegando pelo Rio Negro até o Mirante de Madadá, onde passamos nossa primeira noite dormindo nas redes de um bangalô aberto, em meio a floresta! É opcional, mas a sensação de dormir ouvindo o som da floresta e acordar com os primeiros raios do sol é indescritível!

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Vista linda do Mirante de Madadá.

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Fizemos também uma trilha em uma floresta primária, para conhecer as plantas nativas e compreender mais a fundo tudo o que elas forneceram e fornecem até hoje aos nativos. Nosso guia, Josué, era um nativo cheio de conhecimento e respeito por tudo aquilo. Caminhamos por 4h, até chegar às Grutas de Madadá: grandes blocos de rocha cercados de vegetação, que formam um cenário surpreendente no meio da mata.

Em relação à fauna, durante cheia é mais difícil avistar animais maiores, mas atividades como a focagem noturna de jacarés se tornam mais propícias e muito emocionantes.

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Exploramos as plantas nativas, conhecemos as lindas Grutas de Madadá e até avistamos alguns jacarés!

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Visitamos também a comunidade do Cachoeira, para ver de perto como é a vida daquelas pessoas, situadas no meio da Amazônia, a pelo menos 2 dias de navegação da cidade mais próxima. Tivemos a oportunidade de visitar a escolinha municipal e conhecer um pouco mais da realidade da educação nos lugares remotos do nosso país. Ali, ainda pudemos entender como é o processo de fabricação da farinha de mandioca, um dos principais alimentos produzidos por eles.

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Nos apaixonamos pela Comunidade do Cachoeira e seus moradores super simpáticos.

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Fizemos também uma visita encantadora à Ilha dos Macacos, que fica entre as duas margens do rio. O cenário fica ainda mais incrível quando está alagado! A ilha é lar de 6 macacos, que normalmente não vivem em ilhas. Eles atravessaram da margem para lá por uma árvore que caiu, mas, quando veio a cheia, o tronco foi arrastado pela correnteza e eles ficaram isolados ali, já que não sabem nadar. Este caso até vem sendo estudado por biólogos, de tão inusitado!

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Delicioso passeio de canoa pela Ilha dos Macacos.

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Durante o passeio de canoa pelo meio da Ilha, com alguns raios de sol entrando na mata através das árvores, presenciamos uma das vistas mais impressionantes de toda a viagem. Com a água cobrindo as árvores até quase metade dos tronco imensos, flutuamos em busca dos 6 macacos que ali vivem, e conseguimos vê-los pulando de árvore em árvore – como artistas acrobatas, segundo nosso canoeiro, que conseguiu encontrá-los seguindo o som com seu ouvido apurado. Aliás, eles reconhecem qualquer bicho só pelo som ou pela cor do brilho dos olhos (durante a focagem noturna). É realmente muito bonito ver o conhecimento e a interação que o povo nativo tem com os animais.

Depois, foi a vez de visitarmos Airão Velho, uma cidade abandonada na década de 50, após o construção de Novo Airão, mas que foi um ponto muito importante no período do auge da borracha. As construções do século 17, tomadas e invadidas pela natureza retomando seu espaço, compõem uma visita bem impressionante no meio da floresta.

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Ruínas impressionantes perdidas em meio a mata.

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Para finalizar nossa experiência amazônica, desembarcamos no Lodge Mirante do Gavião – um hotel localizado na cidade de Novo Airão. Envolto por um braço da floresta, às margens do Rio Negro, o hotel posssui uma arquitetura incrível, toda de madeira, e serviço e gastronomia excelentes! É uma ótima opção para quem, como nós, quer finalizar sua viagem à Amazônia descansando por alguns dias com todo o conforto e sofisticação, ainda sentindo o gostinho da floresta. E claro, também é uma ótima recomendação para quem quer fazer toda a exploração na Amazônia tendo um hotel como base, já que o Mirante oferece explorações diárias com guias especialistas.
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Lodge Mirante do Gavião: lindo e muito confortável!

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E o mais bonito de tudo isso foi participar, através da Katerre e do Mirante do Gavião, do turismo na sua mais pura essência, que promove sustentabilidade através de um incrível trabalho socioambiental voltado para a população local, e incentiva não apenas a interação com a natureza, mas também um intercâmbio com o povo que nela vive.

Um dos projetos que as empresas apoiam é a Fundação Almerinda Malaquias, um centro de educação e formação profissional para a população do município de Novo Airão. Nele, através do reaproveitamento de madeiras descartadas da construção naval, é ensinado o ofício da marcenaria e trabalhada a educação ambiental com as crianças, para entenderem a importância da Amazônia e de sua proteção no futuro. É nestes ensinamentos que a Fundação acredita estar o poder de transformação.

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O turismo sustentável da Katerre e do Mirante do Gavião apoia lindos projetos socioambientais da região.

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Outro projeto muito bacana apoiado pela Katerre e pelo Mirante é o Projeto VivAmazônia, uma escola no modelo mais construtivista, que ensina crianças ribeirinhas. Localizada no Rio Jauaperi, a mais de 20h de navegação da cidade mais próxima, utiliza uma forma de ensino muito mais conectada com a natureza, visando a alfabetização e também a educação ambiental. A VivAmazônia foi fundada em 1998, fruto do idealismo e inspiração em melhorar as condições sociais da região. Vale a pena conhecer o trabalho deles!

– Mariana Almeida

Verão Inesquecível na África do Sul!

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em segunda-feira, novembro 5, 2018

 

A África do Sul é um país incrível e rico em diversidade, que atrai cada vez mais turistas vindos do mundo inteiro. Também chamado de Nação Arco-Íris, mescla paisagens maravilhosas, que variam entre praias paradisíacas, vinícolas de alta qualidade, trilhas montanhosas, grandes metrópoles e safaris selvagens. Além disso, a simpatia e alegria que transbordam do povo nativo torna toda a experiência ainda mais marcante.
Por estes e vários outros motivos, esse destino é uma das melhores opções para aproveitar as férias de verão – seja com amigos, família ou até mesmo sozinho!

 

 

Um dos roteiros mais bacanas da África do Sul é a bela Rota Jardim (Garden Route), um percurso de cerca de 200 quilômetros através da costa sul Africana, que começa próximo a Cape Town e vai até Storms River, percorrendo cenários encantadores de rio, mar, montanhas, praias super convidativas e cachoeiras.

Em janeiro e fevereiro, o clima quente com dias longos é perfeito para visitar a região e passear por Cape Town, apesar da possibilidade dos ventos do sul darem as caras. Março é um período excelente para esta viagem, pois as chances de chuva são quase nulas!

Você também não pode deixar de experimentar um safari pelo Kruger National Park, considerado por muitos a melhor experiência de vida selvagem do país. Localizado na província de Limpopo, o parque foi criado em 1898 e abrange quase dois milhões de hectares protegidos da savana Africana, um dos mais importantes do mundo. São mais de 654 espécies animais conservadas ali!

 

 

Janeiro traz temperaturas altas e dias ensolarados no Kruger, apesar das dispersas chuvas tropicais que se permanecem em fevereiro. Esta é a época em que o bush está mais verdinho, espesso e bonito! A visibilidade do safari torna-se um pouco mais difícil, mas os pássaros migratórios estarão na região e as águas de superfície abundantes.

Em março, as árvores carregadas de frutas começam a perder suas folhas. O fim da temporada traz melhoras na visibilidade do bush e a despedida dos pássaros migratórios, que começam a deixar a região.

 

– Bianca Mori

 

“Mamma Mia! The Movie”(2008) é uma adaptação do musical homônimo escrito por Benny Andersson e Björn Ulvaeus. A sequência, “Mamma Mia! Here We Go Again”, chegou aos cinemas em agosto de 2018.

 

Grandes hits do grupo musical ABBA, paisagens apaixonantes e um elenco talentoso (coroado por ninguém menos que Meryl Streep) tornaram o filme “Mamma Mia!”, de 2008, um enorme sucesso. A sequência “Mamma Mia! Here We Go Again” foi lançada recentemente, e tem sido igualmente aclamada.

As belas ilhas gregas que abrigam os cenários escolhidos à dedo para o filme agora podem ser visitadas a bordo de um romântico veleiro, em um itinerário de 7 dias através do Mediterrâneo Oriental!

 

Ilha de Skiathos.

 

Você se encantará ao conhecer Skiathos, com suas diversas praias douradas, perfeitas para relaxar ao sol ou mergulhar. Aqui,visitaremos a torre do relógio onde Sophie (Amanda Seyfried) enviou suas cartas e o icônico porto onde os três pais, Harry (Colin Firth), Bill (Stellan Skarsgard) e Sam (Pierce Brosnan), se encontram pela primeira vez.

Capela de Agios Ioannis – Skopelos.

 

A ilha de Skopelos é o lar dos pontos mais marcante dos filmes: a pequena capela de Agios Ioannis, onde se passa a cena do casamento de Sophie, e a vista do hotel “Villa Donna”, que foi mesclada com cenários de estúdio no longametragem. Também é aqui que conheceremos a bela praia de águas turquesas onde as musicas “Does Your Mother Know”, “Lay All Your Love On Me” e “I Have a Dream” foram cantadas.

Além dos destinos cinematográficos, o roteiro inclui uma passagem pela capital grega de Atenas, a praia turca de Dikili, a cidade de Myrina – na ilha grega de Limnos – e a ilha grega de Poros.

Durante o período de navegação, você desfrutará de acomodações espaçosas, duas piscinas magníficas, bares tropicais e decks expansivos. Uma experiência imperdível!

 

Roteiro espetacular a bordo do Star Flyer.

 

Saídas para 2019 (a partir de US$1.730 por pessoa*):

  • 18 de maio;
  • 8 de junho;
  • 29 de junho;
  • 17 de agosto.

*Valores por pessoa em ocupação dupla, em dólares americanos. Itínerário sensível ao clima e, portanto, passível de cancelamento sem aviso prévio. O capitão se reserva o direito de alterar o itinerário devido ao vento, clima ou condições locais. Viagens aéreas não inclusas. Outras restrições de ar se aplicam. Entre em contato com para mais detalhes.

 

– Bianca Mori

 

Pantanal – Refúgio Ecológico Caiman

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em quinta-feira, maio 25, 2017

“Acabamos de voltar do Pantanal e vamos contar aqui, um pouquinho como foi essa viagem tão especial. Quem nos mostrou esse paraíso brasileiro foi o Refúgio Ecológico Caiman, a convite da Sul Hotels!

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Eles estão localizados no Pantanal Sul, próximo a cidade de Miranda no Mato Grosso do Sul, a 3h ou 4h de carro de Campo Grande – o aeroporto mais próximo dali. O caminho é feito na maior parte pela rodovia, e os últimos 36km, parecem um pouco mais longos, pois é estrada de terra. (mas quem sabe, você já não tem a sorte de cruzar com algum animal no caminho, e começar seu safari ali mesmo).

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 O hotel nos leva pra fazer safári pela manhã, a tarde e tem também a focagem noturna, pra ir atrás dos animais de hábitos noturnos. São diversas espécies de pássaros, de todos os tamanhos, cores e belezas, como jacarés, capivaras, antas, macacos, jaguatiricas, e claro, a grande estrela dali, a onça pintada – o maior predador do Brasil. Os passeios começam cedinho, então da tempo de conhecer todas as maravilhas do destino. Mas a gente sempre volta pro aconchego do hotel, para o almoço e para o jantar, que aliás são deliciosos. 

Foto do grupo o truck

O hotel é cheio de charme e requinte, mas sem perder a sua essência, que é oferecer uma experiência de viagem que fique marcado pra sempre na memória. E foi o que aconteceu. Conhecemos um pouco da cultura pantaneira, a vida dos locais que vivem nas fazendas lidando com o gado (sabia que eles até tem uma linguagem de comando especial? Incrível), falar um pouquinho com eles e ouvir alguns “causos”, e tomar o café da manhã com eles, um arroz carreteiro delicioso com ovo, que é pra dar energia pra aguentar o dia de trabalho. Mas logo depois voltamos pro nosso safári à procura da onça.

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Conhecemos também o projeto criado pelo hotel, o Onçafari, responsável pelo monitoramento e preservação da espécie na região, que sempre foram e ainda são muito ameaçadas pela caça de retaliação, preventiva e/ou esportiva. Eles tem tido bastante sucesso, pois além de cuidarem das que ali vivem, conseguiram até reintroduzir dois filhotes de onças que perderam a mãe, resgatadas de outro lugar, e foram reintroduzidas no Pantanal após uma cuidadosa adaptação. Hoje elas andam por ali bem adaptadas e com seus filhotes. Se quiserem saber um pouco mais, A BBC fez um documentário recentemente que conta como foi esse trabalho tão bonito – Jaguar: Brazil´s Super Cats.

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Depois de conhecer mais sobre o projeto, saímos com a equipe para fazer o Onçafari. Já era nosso último dia e última chance de encontrá-la. Recebemos o aviso pelo rádio que a Isa (cada uma é carinhosamente nomeada pelos biólogos) estava caminhando ali por perto. Saímos depressa pra chegar perto de onde ela estava. Ficamos ali parados por quase 2h. Já era noite, mas valeu a pena. Ela apareceu e foi emocionante. Uma experiência e tanto.

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E pra fechar com chave de ouro, jantamos um típico churrasco, com direito a musica ao vivo em meio a uma decoração incrível, com muitas lanternas e lampiões iluminando o galpão da fazenda.

O Brazil tem destinos incríveis e é realmente surpreendente. Que tal explorar um pouquinho mais de nossas belezas?”

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– Mariana Almeida

 

Fotos: Carol Passarinho, Ana Junqueira e Refúgio Ecológico Caiman